Comportamento Destaque

Divã: Boy Magia… negra!

Acabei um relacionamento em novembro e, no réveillon, conheci aquele que seria a minha sina de recém solteira. Acredito que Deus guarda um desses pra cada uma de nós, pra servir de aprendizado, sabe?! Pois bem, fui pra uma festa de ano novo com uma amiga/parceira daquelas que é livre e louca e não só sabe suas loucas, mas vive elas com você (leia cantando). Você com certeza também tem uma dessas na vida, que Deus coloca justamente pra ajudar com o aprendizado que citei anteriormente. Depois de muitas garrafas de muitas coisas, conheci o dito cujo. Ficamos na festa e, infelizmente, foi massa. Logo de cara ele já deu uma demonstração do que seria seu perfil masculino; ele foi buscar cerveja e não voltou. Como era uma ficada de festa de ano novo, não me abalei e continuei a beber, afinal de contas, não sou dessas de desperdiçar um open-bar.  Acontece que, no dia 2 de janeiro nos encontramos numa festa na praia e, de novo, ficamos juntos. E, de novo, no fim da festa, ele foi “buscar cerveja”. A partir daí já era pra eu ter recolhido meus sentimentos, colocado numa bolsa, e corrido a São Silvestre para longe da criatura. Mas, é claro, não foi isso que eu fiz. Eu sabia, tinha plena consciência de que ele não valia uma jujuba verde, mas mesmo assim, eu insisti. Queria ver no que ia dar. E, é claro, deu merda.

A gente se ilude achando que tá boínhas, que você é uma garota descolada e desapegada, segura de si, totalmente diferente dessas outras tolinhas que caem no papo dele. O problema é que você só finge que não cai na conversa dele, porque racionalmente você sabe exatamente quem ele é, e sabe que seria absurdo acreditar. Mas, inconscientemente, você acredita sim. Isso é culpa de filmes tipo Um Amor Para Recordar, que fazem a gente pensar “Ah para, esse cara fala isso pra todas, isso é um bandido…mas…e se fosse verdade? Será que é? ” A gente fica com aquela ideia de que é diferente de tudo que ele já conheceu, e que nossa maravilhosisse vai fazer ele nunca mais querer estar com outra mulher, né não?! Pois é, gata, quem nunca…

Depois que ele demonstra em pelo menos 30 situações diferentes que a missão dele na terra é foder com sua vida, você decide que já chega, que desse jeito não dá pra você, que tá fazendo mais mal do que bem e que chegou a hora de colocar um ponto final na história. Aí vem a fase dos bloqueios, dos textos, das frases que você repete pra todo mundo quase que como um mantra de auto convencimento, do tipo “é po, nunca ia dar certo, ele é muito cabra safado…sem futuro…e tipo, quem perde é ele, tá ligada?!”

O problema é que ele liga. Ele curte suas fotos. Fala de você. E aí maga, depois da 3ª cerveja, todo o discurso contendo os 385 motivos pelos quais você não pode mais ficar com ele vão por água abaixo e você só consegue pensar em como ele é gato e beija bem. Ai você atende, liga, vai atrás e depois, de novo, ele volta a ser ele mesmo e ainda acrescenta alguns itens àquela sua lista, só pra fechar com chave de ouro.

Bom, eu acredito que todo magya-negra um dia encontra sua malévola e eles vivem juntos e felizes pra sempre. Só que pra esse cara, pra o boy que você está pensando enquanto lê esse texto, você provavelmente não vai ser a malévola. Mas calma, a saga do lobo mau e da chapeuzinho vermelho também é muito divertida e faz parte da vida de todas nós. Não se sinta culpada pelas recaídas, até porque não é à toa que todas nós passamos por isso; É PORQUE É MASSA! Viva, minha amiga, viva, se entregue, beije, caia, chore, ligue o foda-se e se permita. Uma hora vai perder a graça pra você e a separação vai ser natural, não precisa se cobrar ou se culpar. Tente levar as coisas com leveza e graça.  Se não pode com eles, junte-se a eles e curta!

Leticia Alcoforado [a menina do olho junto]

Sobre a blogueira

Cuca Amorim

Formada em design de moda, advogada não praticante, vivo de dieta, adoro preto e branco, azul e vermelho. Acho que simplicidade é a chave para a elegância, principalmente ao lidar com as pessoas. Sou perua de carteirinha, não saio sem maquiagem e o secador é a minha terceira mão. Uso esse espaço pra trocar experiências sobre o universo feminino, mostrando que para se vestir bem é preciso ter mais informação que dinheiro.